As novas gerações estão cada vez mais “vacinadas” contra propagandas no formato convencional, – que provocam um bombardeio de mensagens, produtos e slogans – e, entretanto mais vulneráveis àquilo que sai do tradicional, que surpreende e desperta a atenção.
Por isso, recentemente vem sendo incorporado ao arsenal publicitário uma espécie de epidemia, capaz de contaminar milhares de pessoas em um curto período de tempo: o marketing viral – e nem mesmo quem vive de comunicação escapa da armadilha desse vírus!
O conceito viral é bem simples: transmitir uma mensagem que interesse e “contamine” o receptor, fazendo-o passar a mesma adiante para o seu network.
A diferença entre o viral e o buzz marketing – comum associação – é que a viralização acontece no mundo virtual, se apoiando de todas as ferramentas online; já o marketing de bochicho ocorre somente na verbalização da mensagem passada adiante.
Há alguns anos que esse fenômeno chegou ao Brasil, associado aos avanços tecnológicos e ao tempo médio em que as pessoas navegam na internet: 22 horas por mês, um dos maiores índices do mundo. Mesmo conectado por um longo tempo, o mercado ainda realiza baixos investimentos online, com algumas ressalvas aos mais ousados e confiantes desta nova era.
A segmentação da comunicação passou a migrar dos meios tradicionais para a Internet, na qual o viral potencializa a mensagem e dá o poder ao internauta de “contaminar” centenas ou milhares de correspondentes em uma velocidade absurda. E melhor que isso:ainda sabe exatamente como direcionar o conteúdo ao target de acordo assunto em questão.
Ao ser o propagador de conteúdo, o internauta cria um relacionamento interativo com a marca graças ao seu poder de disseminação, dialogando, assim, com a web 2.0.
Uma das primeiras ações de marketing viral na Internet foi feita pelo Hotmail, que incluía um convite para assinar o serviço no final de cada e-mail enviado por alguém que já era assinante. Em alguns casos, o que se busca é criar rumor sobre algum produto ou serviço com algo tão atraente que as pessoas se sintam motivadas a compartilhar isso com amigos.
Um caso clássico foi a divulgação do filme “A Bruxa de Blair” que tinha um orçamento limitado. No início, contrataram alguns estudantes para fazer trabalho de panfletagem em portas de escola. A partir da mensagem dos impressos, os adolescentes ficavam curiosos e iam atrás do site do filme.
Criado para parecer um caso real de desaparecimento de jovens, os visitantes ficavam alucinados pelo que viam e enviavam o link para amigos. Assim, milhões de pessoas foram atingidas dessa maneira, divulgando o filme a custo zero para os produtores.
Mas a estratégia não parou aí. Criado o rumor e o interesse, o próximo passo foi limitar o lançamento a poucas salas de cinema espalhadas pelos Estados Unidos. Com um interesse maior que o número de lugares disponíveis, se formou filas gigantescas nas portas dos cinemas, o que causou tumultos e atraiu, então, a mídia.
Neste estágio o contágio viral chegou até os meios de comunicação, incentivados pelas aglomerações, que divulgaram o filme na forma de notícia. Aliás, esta é também uma das possibilidades do marketing viral depois de criar rumor: conseguir publicidade espontânea.
Essa comunicação natural parte do “contaminado” interessado ao tema, o qual posteriormente irá comentar sobre a campanha, gerando assim o buzz marketing. Se antes a disseminação de idéias acontecia ao acaso, hoje já é possível criar e monitorar este tipo de ação, a partir dos formadores de opinião.
É de praxe dizer que um cliente satisfeito com um produto, ou serviço, divulgará incondicionalmente o seu sentimento para pelo menos três pessoas; já em situação contrária, um cliente insatisfeito divulgará o seu desagradado para umas 10, 20 ou até 30 pessoas. Por isso, é importante elaborar uma estratégia certeira para que o retorno seja positivo e não destrutivo a marca.
Obviamente, um viral bem sucedido, ganha o apoio do buzz marketing, a partir dos formadores de opinião e dos viralizadores de conteúdo, que o expõem em redes sociais preexistentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento da marca. Uma verdadeira epidemia!
Atualmente, muitos profissionais sem verba para se lançarem no mercado pelas caras vias normais, estão fazendo bom uso dos novos canais para contaminar geral. Utilizam-se do poder dos blogs, redes sociais, podcasts e videocasts, enfatizando o conteúdo individual e o poder que deste indivíduo tem ao ser o publicitário “in house” da marca.
Existem algumas linhas que já são vistas como tradicionais para que se gere um bom efeito “auto-propagador”: despertar a curiosidade nas pessoas, de forma irreverente e com bom humor, fazendo com que transmitam a mensagem para terceiros; a possibilidade de surpreender com algo inovador – seja de forma criativa ou tecnológica; e trabalhar com as emoções das pessoas.
Um dos virais mais bem sucedidos mundialmente foi o vídeo, com cara de amador, do jogador de futebol Ronaldo Gaúcho, com mais de 25 milhões de visualizações. Nele vemos Ronaldinho chutando 5 bolas seguidas na trave. Depois disso, como que uma “réplica”, circulou por aí um vídeo em que Biro-Biro faz algo ainda mais incrível do que fez o craque gaúcho! (assista)
Campanhas de marketing viral precisam ser entendidas e criadas para tal finalidade. Até mesmos as suas métricas precisam prever as taxas de infecção cruzadas com os resultados finais. Mas, por mais que demande um trabalho árduo, esse tipo de campanha tem efeitos multiplicadores, que devem ser explorados e aproveitados por todos!
Existem sites especializados em conteúdos de marketing viral. Se quiser saber mais e ficar por dentro de todas as novidades, o Sim Viral pode ajudar!